Tenossinovite de De Quervain

Entenda a inflamação que causa dor e limitação nos movimentos

A tenossinovite de De Quervain é uma patologia estenosante e inflamatória que afeta a bainha dos tendões abdutor longo e extensor curto do polegar no primeiro compartimento dorsal do punho. Movimentos manuais repetitivos com desvio ulnar, pinça vigorosa e sobrecarga biomecânica provocam o espessamento fibroso da bainha retinacular, impedindo o deslizamento fisiológico dos tendões. Pacientes relatam dor penetrante na borda lateral do punho que irradia para o antebraço, edema localizado e redução severa da força de preensão, demandando intervenções especializadas direcionadas à descompressão e à regeneração do tecido.
Diagnóstico Intervencionista com Ultrassom de Alta Resolução A avaliação clínica especializada é complementada pelo ultrassom musculoesquelético de alta resolução realizado em tempo real. O exame possibilita mensurar com precisão o diâmetro da bainha do primeiro compartimento, identificar a presença de septações anatômicas internas e avaliar o hiperfluxo vascular por Doppler. Esse mapeamento por imagem afasta diagnósticos diferenciais, como a rizartrose, e estabelece a anatomia exata para guiar com segurança qualquer procedimento percutâneo subsequente.
Fisioterapia Avançada e Mecanoterapia de Carga Excêntrica A reabilitação funcional moderna concentra-se no estímulo mecânico controlado para promover a síntese e a reorganização das fibras colágenas. Por meio de exercícios excêntricos supervisionados e técnicas manuais de liberação miofascial no antebraço, normaliza-se a tensão sobre o compartimento extensor. O plano inclui a confecção e adaptação de órteses termomoldadas de repouso funcional para o polegar, que eliminam a tração patológica nos movimentos diários sem comprometer a musculatura sadia.
Terapia por Ondas de Choque Focais (TOC) Indicada em fases crônicas e recalcitrantes, a Terapia por Ondas de Choque Focais emite pulsos acústicos de alta energia sobre o canal osteofibroso. As ondas mecânicas desencadeiam microcavitações teciduais, aumentam a permeabilidade celular e estimulam a neovascularização na bainha fibrosada. Esse processo biológico reduz a síntese de mediadores inflamatórios e atenua a nocicepção crônica, atuando diretamente na restauração da elasticidade tecidual.
Infiltração Guiada e Hidrodissecção Tendínea Para quadros com dor incapacitante que impedem o avanço fisioterapêutico, utilizam-se procedimentos guiados por ultrassonografia contínua. A hidrodissecção consiste na injeção precisa de pequenos volumes de solução líquida para separar a bainha retinacular espessada dos tendões subjacentes, desfazendo aderências mecânicas. Paralelamente, substâncias anti-inflamatórias ou bioestimuladoras podem ser depositadas no espaço peritendíneo com margem de segurança milimétrica, preservando as fibras do tendão.
Liberação Retinacular Percutânea ou Minimamente Invasiva A abordagem cirúrgica é reservada aos casos resistentes a protocolos conservadores completos ou com septações anatômicas complexas. A técnica cirúrgica minimamente invasiva ou percutânea orientada por imagem realiza a abertura longitudinal do teto do primeiro compartimento através de uma incisão reduzida. A descompressão restaura o espaço biológico para o deslizamento livre dos tendões, preserva os ramos sensoriais do nervo radial e garante um retorno funcional acelerado.
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